Renan deve propor indiciamento de Bolsonaro, filhos do presidente e mais 37 pessoas

11 de Outubro de 2021

 

Entre os outros possíveis indiciados, estão três filhos do presidente, três ministros do governo e o líder do governo na Câmara

Igor Gadelha – Metrópoles- Relator da CPI da Covid-19 no Senado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) deverá propor o indiciamento de Jair Bolsonaro, de três filhos do presidente e de mais de 30 pessoas, por ao menos 16 crimes cometidos durante a pandemia. Os nomes foram apurados pelo Metrópoles com fontes próximas ao relator.

Além de Bolsonaro, devem ser indicados os filhos do presidente Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro; ao menos três atuais ministros do governo: Marcelo Queiroga (Saúde), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência); e o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Também estão na lista nomes como os ex-ministros Eduardo Pazuello, Osmar Terra e Ernesto Araújo; as deputadas federais Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF); a médica Nise Yamaguchi; e os empresários Luciano Hang, Carlos Wizard, Otávio Fakhoury e Francisco Maximiano, este último dono da empresa Precisa Medicamentos.

Esses nomes, no entanto, poderão mudar até 19 de outubro, data em que o relator prometeu tornar público o relatório final. Renan vai apresentar, provavelmente na próxima sexta-feira (15/10), uma versão preliminar do documento aos senadores do grupo majoritário da comissão, o chamado G7.

Crimes de Bolsonaro

O relator da CPI deverá sugerir o indiciamento de Bolsonaro por mais de 10 crimes. São eles:

Do Código Penal:

    Epidemia com resultado de morte;

    Infração de medida sanitária preventiva;

    Charlatanismo;

    Incitação ao crime;

    Falsificação de documento particular;

    Emprego irregular de verbas públicas;

    Prevaricação.

Crimes de responsabilidade

    Violação de direito social;

    Incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

Outros

    Genocídio de indígenas (Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956);

    Crime contra a humanidade (do Tratado de Roma, Decreto nº4.388, de 2002).

Queiroga e filhos

Até agora, Renan pretende pedir o indiciamento de Queiroga por apenas um crime: epidemia culposa com resultado de morte.

Carlos e Eduardo Bolsonaro, por sua vez, devem ser acusados por incitação ao crime, enquanto Flávio deve ser indiciado por três crimes: advocacia administrativa, incitação ao crime e improbidade administrativa.

Veja a lista dos possíveis indiciados:

    Jair Bolsonaro, presidente da República

    Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

    Marcelo Queiroga, atual ministro da Saúde

    Onyx Lorenzoni, ministro do Trabalho e Previdência

    Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores

    Osmar Terra, deputado federal e ex-ministro da Cidadania

    Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência

    Wagner Rosário, ministro-chefe da CGU

    Flávio Bolsonaro, senador e filho do presidente

    Carlos Bolsonaro, vereador do Rio e filho do presidente

    Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente

    Bia Kicis, deputada federal

    Carla Zambelli, deputada federal

    Robson Santos da Silva, secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde

    Marcelo Augusto Xavier da Silva, delegado federal e presidente da Funai

    Antônio Elcio Franco Filho, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde

    Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde

    Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde

    Cristiano Carvalho, representante da empresa Davatti Medical Supply no Brasil

    Luiz Paulo Dominguetti Pereira, cabo da Polícia Militar

    Rafael Francisco Carmo Alves, vendedor autônomo ligado à Davati Medical Supply

    José Odilon Torres da Silveira Júnior, coronel

    Marcelo Blanco, ex-assessor do departamento de Logística do Ministério da Saúde

    Emanuela Medrades, funcionária da Precisa Medicamentos

    Túlio Silveira, advogado da Precisa Medicamentos

    Airton Soligo, ex-assessor especial de Eduardo Pazuello

    Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos

    Danilo Trento, empresário

    Marcos Tolentino da Silva, empresário e suposto sócio oculto do Fib Bank

    Ricardo Barros, líder do governo na Câmara

    Nise Yamaguchi, médica

    Arthur Weintraub, ex-assessor especial da Presidência

    Carlos Wizard, empresário

    Paolo Zanotto, virologista

    Luciano Dias,  tenente-médico da Marinha

    Allan dos Santos, blogueiro e dono do site Terça Livre

    Paulo Oliveira, do site Crítica Nacional

    Carlos Adriano Ferraz, professor

    Roberto Goidanich, ex-presidente da Fundação Alexandre Gusmão

    Luciano Hang, empresário

    Otávio Fakhoury, empresário

    Empresa Precisa Medicamentos

11/10/2021



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