Acervo reúne curiosidades e memórias de celebridades que passaram pelo Mapa

28 de Julho de 2020

 

Biblioteca Nacional de Agricultura guarda coleções de publicações sobre o setor agrícola, além de objetos como uma das primeiras pistolas utilizada para vacinação contra a febre aftosa

Você sabia que um dos maiores nomes da literatura brasileira, o escritor Machado de Assis, também chamado de “o bruxo do Cosme Velho”, e outros personagens ilustres como o médium Chico Xavier trabalharam no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento? Nesta terça-feira (28), o Mapa completa 160 anos e acumula muitas histórias bem sucedidas para o desenvolvimento agrícola nacional.

Tudo começou com a decisão do imperador D. Pedro II de criar, em 1860, a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, para estimular a agricultura nacional, que viria mais tarde a transformar-se no Ministério da Agricultura. 

Uma das figuras marcantes que passaram pelo Mapa foi o servidor Joaquim Maria Machado de Assis, considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira. A atuação do escritor Machado de Assis no Ministério da Agricultura, nas décadas de 1870 a 1900, teria influenciado em suas atividades literárias. Estudos apontam que o autor explorou elementos da realidade agrária e questões fundiárias com os quais precisou lidar diretamente devido às suas funções no Ministério em obras como “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e o conto chamado “Três capítulos inéditos do Gêneses”.

O servidor público Francisco Paula Candido, que mais tarde ficou conhecido como o médium Chico Xavier, foi escriturário do Mapa em Pedro Leopoldo (MG). Ingressou no quadro de servidores em agosto de 1935 e se aposentou em 1961, por ser considerado incapaz para a sua função, por “perda total e definitiva da visão no olho esquerdo e hipermetropia no olho direito".

Biblioteca

O contracheque de Machado de Assis, no valor de 696,502 réis e o relato da vida funcional do Chico Xavier são alguns dos arquivos reunidos na Biblioteca Nacional de Agricultura (Binargri), que completará em novembro deste ano, 111 anos. Ela foi criada em 1909, pelo então ministro da Agricultura, Indústria e Comércio, Antônio Cândido Rodrigues, com a denominação de Seção de Publicações e Biblioteca.  

A biblioteca guarda até hoje toda história mais antiga do setor agrícola do país, além de preciosidades raras como a coleção inteira da revista A Lavoura, editada pela Sociedade Nacional da Agricultura; o Dirigente Rural, publicação com viés de tecnologia, além de reunir toda a legislação brasileira, desde o tempo do Império, a série completa do Diário Oficial da União e livros culturais.

A biblioteca também guarda exemplares da medalha do mérito Apolônio Salles, instituída em 1987 em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à agricultura brasileira. Salles foi engenheiro agrônomo e ministro da Agricultura no governo de Getúlio Vargas. A medalha conta com as categorias prata e bronze.

O acervo, criado nos moldes das instituições europeias, conta com outras raridades, como o exemplar especial da constituição de bolso com assinatura do deputado Ulysses Guimarães, pregos usados nas ferraduras de cavalos da época do Império, uma das primeiras pistolas utilizada para vacinação contra a febre aftosa e o primeiro exemplar do documento Serviço de Informação Agrícola.

Informações à Imprensa

imprensa@agricultura.gov.br



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