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03 de MarÇo de 2020

 

 

Maria, Maria! É um dom, uma certa magia, Uma força que nos alerta,  uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta...” Fernando Brant / Milton Nascimento

A estrofe da canção retrata um pouco do muito que a ‘nossa’ Maria Aparecida Pereira da Silva, “Cida”, representa como pessoa e como servidora pública.

Lotada na Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário do MAPA, Cida é oriunda da FUNAI, onde ingressou em 1986. Quando a unidade da Fundação Nacional do Índio fechou em Goiânia, os servidores puderam procurar um novo órgão e nossa protagonista escolheu o Ministério da Agricultura para seguir sua jornada profissional.

Técnica em agrimensura, Cida foi designada para trabalhar no Gabinete da SFA/GO na parte de eventos voltados para a agricultura e pecuária. Como no MAPA não existia o cargo de técnico de agrimensura, ela foi lotada num cargo correlacionado, na antiga Divisão Técnica como Agente de Atividades Agropecuárias em 1996.

“Atualmente trabalho na Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário - DPDAG com Indicação Geográfica, que tem o objetivo de proteger o produtor da concorrência desleal, da usurpação do nome do produto, garantindo ao consumidor a procedência e qualidade dos produtos agrícolas. A IG ainda proporciona o desenvolvimento socioeconômico da região, a valorização do patrimônio cultural e incremento do turismo”, ensina.

Mais além

Dedicada ao Serviço e encantada com a função que desempenha, Cida explicou, ainda mais detalhadamente, o que é uma Indicação Geográfica e uma Marca Coletiva: “Quando uma determinada região adquire seu registro junto ao   Instituto Nacional de Propriedade Industrial, está garantido aos seus produtos uma identidade própria que os diferencia dos demais que estão no mercado, além de proporcionar o desenvolvimento da região e reconhecimento no mercado interno e externo, como exemplo: Queijo da Canastra, Charuto Cubano, Açafrão de Mara Rosa, Vinhos do  Vale dos Vinhedos, entre tantos outros produtos agrícolas, objetos de Indicação Geográfica” pontuou.

A missão é que encontra a gente

Neste período de transição entre a FUNAI e o MAPA, os TFFAs de todo o Brasil também estavam se articulando, para, no ano 2000 criarem a comissão Nacional Pró – Carreira dos TFFA. E dentre os pioneiros deste Movimento que culminou com a fundação da ANTEFFA, está a Cida.

Memória viva e amorosa

“Estou na ANTEFFA desde o início de sua fundação. Trabalhei muito com o Gabriel, Francisco, Celso, entre outros. No primeiro Encontro, na cidade de Morrinhos/GO, em 2001, eu estava presente, organizando, trabalhando e apoiando a nossa associação. No início tudo foi muito difícil. Não tínhamos recursos financeiros, assim começamos a depositar todos os meses a quantia de R$ 5.00 (cinco reais!) para ajudar na compra de gasolina, que à época utilizavam o carro do Francisco, e, para compra de paletós para nossos representantes entrarem nos órgãos públicos em busca de apoio para nossa Associação. Nunca fiz parte da Diretoria, mas apoio e continuo ajudando sempre que sou solicitada. Tenho o maior orgulho de fazer parte da nossa Associação e de saber que eu ajudei na sua fundação”, relembra, demonstrando seu entusiasmo e sentimento de pertencimento.

A seguir um pouco do dia a dia da nossa Maria!


Reunião Técnica em Uruana/GO, com o objetivo de registrar a IG para o produto melancia

Visita Técnica em São Roque/MG para conhecer o processo de fabricação dos queijos da Serra da Canastra

Visita Técnica em Bela Vista de Goiás/GO, com o objetivo de registrar a IG para o produto Polvilho do Cará

 

Vida que pulsa. Coragem que impulsiona!

Por óbvio que Maria Aparecida exerce toda essa força, garra e coragem na vida pessoal, também! Enfrentou por duas vezes o câncer com fé, esperança e convicção de que ficaria curada. E o resultado foi a contento: nossa protagonista goza de plena saúde!

Juntamente com uma irmã, Cida cuidou com muito zelo e dedicação da mãe dela até os 96 anos. Foram dias marcados pelo cansaço num desdobramento entre o serviço e os cuidados com a saúde da mãe, a casa e os sobrinhos que ela também ajudou a criar.  


Letra – Maria, Maria

Maria, Maria É um dom, uma certa magia Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece Viver e amar Como outra qualquer

Do planeta

Maria, Maria É o som, é a cor, é o suor

É a dose mais forte e lenta

De uma gente que ri

Quando deve chorar

E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força

É preciso ter raça

É preciso ter gana sempre

Quem traz no corpo a marca

Maria, Maria Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha

É preciso ter graça

É preciso ter sonho sempre

Quem traz na pele essa marca

Possui a estranha mania

De ter fé na vida

Mas é preciso ter força

É preciso ter raça

É preciso ter gana sempre

Quem traz no corpo a marca

Maria, Maria Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha

É preciso ter graça

É preciso ter sonho sempre

Quem traz na pele essa marca

Possui a estranha mania

De ter fé na vida

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!

Lá Lá Lá Lerererê Lerererê

Lá Lá Lá Lerererê Lerererê

Hei! Hei! Hei! Hei!

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!

Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!

Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!

Mas é preciso ter força

É preciso ter raça

É preciso ter gana sempre



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Comentários (1)

Enviado em: 03/03/2020 19:00:21

Autor: Carlos Augusto Luiz Lacerda


Parabéns Cida pela sua luta junto ao MAPA e principalmente Junto a nossa ANTEFFA onde as duras penas hoje é uma associação de respeito graças aos pioneiros que nunca desistiram.


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