TFFAs do Estado do Pará participam de treinamento no exterior

04 de Setembro de 2018

 

TFFAs do Estado do Pará no período de 03 a 7 de Setembro participam de um Treinamento Prático da Identificação e Medidas de Controle da Monilíase do Cacaueiro na Estação Experimental e Laboratórios do Instituto de Cultivos Tropicais (ICT) na região de San Martin - Distrito de La Banda de Shilcayo em Tarapoto/Peru.

Na Amazônia as ações implementadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA através da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) e Superintendência Federal de Agricultura (SFA), conjuntamente com os órgãos de fiscalização estaduais como a Agência de Defesa e Desenvolvimento Agrícola de Rondônia (IDARON), Agência de Defesa Agropecuária do Pará (ADEPARÁ), além do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF) e Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (IDAM), tem se limitado a prospecções não sistemáticas e alguns treinamentos que, por motivos óbvios, tem ocorrido sem a utilização de elementos reais.

Em virtude do exposto e, tendo em vista a Monilíase ser uma doença devastadora para o cacaueiro, foi implantado um Plano de Contingência da Monilíase (Monilliophthora roreri) do cacaueiro (Instrução Normativa 13 de 17/05/2012) onde existe a indicação para a realização de capacitação de profissionais, habilitando-os para, no caso de suspeita de ocorrência da praga, poderem ser acionados com vistas à constatação da sua presença ou ausência.

Segundo o TFFA e Presidente da ATEFFA-PA, Geraldo Sousa Costa, um dos participantes do treinamento prático, além da dispersão indireta através de produtos contaminados, há de se considerar a velocidade de disseminação natural da praga na proporção da 106 km por ano (Ram et al., 2004), o que torna extremamente preocupante os focos de M. roreri em Pucalpa-Peru, localizados a 200 km da fronteira com o Brasil e a mais recente divulgação da ocorrência desse patógeno na Bolívia, mais recentemente no alto rio Beni em 2011.

O Brasil ainda permanece como área livre de Monilíase roreri, sendo que, no entanto, a constatação dessa praga na encosta oriental da Cordilheira dos Andes, de países fronteiriços, exige a implementação de medidas austeras de exclusão, visando evitar ou retardar a sua entrada em território brasileiro.



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