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14 de Maio de 2018

 

Lanagro-RS desenvolve método para aumentar controle das vacinas

O Técnico de Fiscalização Federal Agropecuária, Diego Fontana de Andrade, desenvolveu um método que atesta a presença do adjuvante. Chamado de “Determinação da saponina em vacinas contra Febre Aftosa por cromatografia líquida, acoplada a espectrometria de massas de tempo de voo”.

 Acesse a publicação original na íntegra no link:

Lanagro-RS desenvolve método para aumentar controle das vacinas

Análise realizada em laboratório pode detectar presença de substância que causa abcessos nos bovinos

Imagem créditos: Elizângela Maliszewski

Por: Agrolink com inf. de assessoria

Publicado em 11/05/2018

Em julho do ano passado, quando os Estados Unidos embargaram a carne bovina in natura brasileira, o manejo da aplicação da vacina contra Febre Aftosa voltou a ser discutido. Além de questões sanitárias a saponina, substância adjuvante até então presente em todas as vacinas, cuja função é causar uma pequena inflamação para estimular a produção de anticorpos, poderia gerar edemas ou abcessos no local da aplicação. Diante da preocupação, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), firmou acordo com da cadeia produtiva de carne e indústria, em agosto de 2017, para que a saponina fosse retirada da composição das vacinas e que as doses fossem reduzidas de 5 para 2 ml.

Em busca de contribuir com a fiscalização e identificar a presença da saponina nas vacinas, o farmacêutico e Técnico de Fiscalização Agropecuária, do Laboratório de Controle de Vacinas Contra Febre Aftosa (CVA), do Lanagro-RS, Diego Fontana de Andrade, desenvolveu um método que atesta a presença do adjuvante. Chamado de “Determinação da saponina em vacinas contra Febre Aftosa por cromatografia líquida, acoplada a espectrometria de massas de tempo de voo”, o trabalho envolve análises laboratoriais empregando um equipamento de alta tecnologia e que permite exatidão nos resultados.

Inicialmente foi feita uma pesquisa em artigos científicos e legislações da União Europeia, para determinar qual seria o extrato de saponina levado em questão. O trabalho contou com a participação do coordenador do Lanagro-RS, Fabiano Barreto e da Responsável Técnica Substituta do Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas e Medicamentos (RPM), Louise Jank, além dos colegas do CVA.  Andrade ressalta que o trabalho é de grande relevância para o setor agropecuário: “Estamos ofertando a análise laboratorial de mais um parâmetro de segurança e qualidade para a fiscalização de vacinas contra a febre aftosa, com precisão de resultados”, completa.

O CVA é o único laboratório oficial do MAPA a realizar os testes de controle de vacinas contra Febre Aftosa no país. Tem capacidade para analisar até 20 partidas mensais e conta com uma fazenda de testes em Sarandi, no Noroeste do Rio Grande do Sul, abrigando cerca de mil bois entre os em teste e esperando para serem testados. Os Responsáveis Técnicos do laboratório, e os médicos veterinários Marcus Sfoggia e Álvaro Bavaresco, reforçam que a medida partiu de uma iniciativa própria e não tem poder de alterar a legislação atual mas pode gerar bons resultados e impactar economicamente no setor. “O novo método laboratorial pode, futuramente, substituir os testes de tolerância pós vacinais em coletas feitas a campo. As análises podem reduzir custos para a cadeia, uma vez que, seria possível determinar a presença de saponina já em laboratório, antes da aplicação”, explicam.

 O relatório de validação foi finalizado em maio de 2018 e, agora, deverá ser feito um comunicado oferecendo essa rotina para a Coordenação de Produtos Veterinários (CPV). Ainda neste mês a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deve declarar oficialmente o Brasil como um país livre da febre aftosa com vacinação. A meta do governo é fortalecer os serviços veterinários para que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021 e o País inteiro seja reconhecido pela OIE como livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023.

O que é a saponina?

Trata-se de um adjuvante (substância ativa que ministrado com outro ou adicionado a fórmula reforça ação) extraído de vegetais superiores. A substância espuma abundantemente na água por seus efeitos detergentes e emulsificantes sendo utilizada nas indústrias farmacêutica (em expectorantes e laxantes), de cosméticos (cremes e gel) e de bebidas (estabilizante de espumas). Nas plantas, funcionam na defesa contra insetos e patógenos e também na manutenção do crescimento.

 



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Comentários (1)

Enviado em: 21/05/2018 14:37:17

Autor: Paulo Marcelo


Parabéns, Diego e demais envolvidos!


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